Por Wendell Finotti - 30/09/2014

Empresa assessorada pela 2Finance tem Plano de Recuperação Judicial aprovado

Há uma grande dúvida, pelos empresários, a respeito da questão do crédito das empresas em Recuperação Judicial.

É comum ouvir que uma empresa, ao entrar em Recuperação Judicial, deixa de alcançar linhas de crédito para financiamento do seu capital de giro.

Mas será isso realidade ou mais um  dos mitos que gira em torno da Recuperação Judicial?

Vamos analisar essa questão um momento antes. Quando a empresa decide entrar em Recuperação Judicial o motivo óbvio é a incapacidade de honrar os compromissos contratados nos prazos originais junto a seus fornecedores, instituições financeiras, fisco e, na pior fase da crise, salários de seus trabalhadores.

Nesse momento a empresa e o empresário provavelmente já experimentaram as seguintes situações:

- Rebaixamento do seu limite de crédito pelas instituições financeiras e fornecedores;

- Reforço das garantias bancárias para renovação das linhas de créditos junto às instituições financeiras, principalmente através da Cessão Fiduciária de Recebíveis (duplicatas);

- Contaminação do patrimônio pessoal dos sócios para reforçar as garantias para renovação e rolagem das linhas de crédito já contratadas;

- Aumento do custo financeiro dos empréstimos e financiamentos devido ao aumento do risco do crédito, mesmo não havendo aumento do crédito com concessão de novas linhas;

- Necessidade de compra antecipada de insumos junto aos fornecedores devido ao alto índice de inadimplência;

- Perda de clientes pelos constantes atrasos nas entregas gerados pelas constantes "panes secas" causadas pela falta de insumos na produção ou pela parada dos trabalhadores devido ao atraso no recebimento dos salárioos;

- Incapacidade de crescimento das vendas pela falta de capital de giro.

 

Nesse sentido vale parar e analisar: É a Recuperação Judicial que leva à perda de crédito ou a condição deteriorada das finanças da companhia que levaram a esta condição já antes do pedido de proteção da lei?

Rolar a dívida existente por um curto período não significa crédito novo. Trata-se apenas da tentativa das instituições financeiras em receber o máximo possível de recursos da empresa já endividada.

Na verdade a realidade é distinta. Após o deferimento do pedido de Recuperação Judicial da empresa pelo juízo responsável, há uma retomada do crédito junto à instituições financeiras, pois o processo oferece maior segurança aos novos fomentadores da manutenção e crescimento da empresa sob a proteção da lei 11.101.

O que ocorre é uma mudança no perfil da instituição financiadora. Não são mais os bancos de varejo, ditos "primeira linha" que vão financiar a empresa, mas instituições como factorings, securitizadoras, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e bancos de negócio.

A institição precisa ter conforto na operação do dia-a-dia da empresa, que não são emitidos títulos frios ou que lhes sejam oferecidos títulos de entregas ainda não realizadas.

O que vai fazer a diferença neste momento é a seriedade da equipe (ou do profissional) que estará a frente do caixa. Ela deverá transmitir conforto e seriedade no relacionamento com estas instituições, garantindo que nenhuma das práticas que receiam sejam praticadas pela companhia.

É muito comum, assim que divulgado na imprensa do deferimento do pedido de Recuperação Judicial solicitado pela emrpresa pelo juízo responsável, é muito comum haver uma avalanche de ligações de empresas oferecendo negócios, inclusive e principalmente linhas de crédito nessas instituições financeiras.

Por tudo isso, muito cuidado ao decidir pela Recuperação Judicial ou em continuar tentando levar adiante as rolagens com bancos. É importante ponderar todos os fatores para tomar a melhor decisão, aquela que gererá menor impacto na operação da companhia e que possibilite efetivamente sua rápida recuperação.

Não tomar decisão também é uma decisão, mas que se mostra, na grande maioria das vezes, a pior decisão tomada.

 

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Bons negócios e conte conosco.

 

Wendell Finotti

Sócio Diretor

 

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